PIB do agronegócio alcançou R$ 2,58 tri; veja como investir no setor

O PIB do agronegócio brasileiro foi de R$ 2,58 trilhões em 2023, sendo R$ 1,86 trilhão no ramo agrícola e R$ 721 bilhões no pecuário, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo), em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

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Em 2023, o agro brasileiro atingiu mais um recorde de faturamento em dólar. O valor acumulado das vendas externas do setor ultrapassou os US$ 166 bilhões, alta de 4,2% em relação a 2022.

O resultado do agronegócio foi possível com o crescimento da oferta de grãos (de aproximadamente 18%, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab). Com a safra recorde no Brasil, o volume escoado pelo País cresceu 15,6% em 2023 frente a 2022

A forte demanda internacional por produtos agroalimentares, especialmente da China, que incrementou fortemente as compras dos produtos brasileiros, foram determinantes para os resultados do setor. “Para atender a essa demanda por produtos do agronegócio, o setor respondeu com produção recorde, o que sustentou os bons volumes embarcados”. afirma a Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). 

China, Estados Unidos e União Europeia continuam sendo os principais parceiros comerciais do país, com outros importantes mercados que, em grupo, apresentam boa participação, caso dos países da Liga Árabe e os asiáticos.

“Para 2024, por um lado, espera-se que a demanda por alimentos, fibra e energia continue firme, mesmo com perspectivas de taxas menores de crescimento para as principais economias mundiais, como a China, pois os avanços da população mundial e da renda dos países importadores devem dar suporte à demanda”, afirma a Cepea.

Agronegócio: como o investidor pode se beneficiar desse cenário?

Embora o cenário de exportação do agro tenha sido positivo, alguns setores do agronegócio brasileiro enfrentaram dificuldades em 2023, especialmente os produtores de grãos, impactados pela queda nos preços das commodities. Nesse cenário desafiador, a gestão ativa de Fiagros provou ser essencial.

Esse processo contínuo inclui acompanhar o mercado secundário, monitorar os ativos da carteira e avaliar a saúde financeira das empresas, para decidir se as posições devem ser ajustadas. 

“É importante ter cuidado ao investir, buscando operações com uma relação positiva de risco/retorno, garantias adequadas e estruturas bem elaboradas, para evitar riscos desnecessários. Com atenção a esses aspectos, o setor oferece ótimas opções de investimento”, diz Amanda Coura, diretora na Suno Asset. 

Gustavo Branco, analista da Suno, destacou a importância da escolha de parceiros de baixo risco e com boa avaliação de crédito. “Nós soubemos escolher nossos parceiros, optando por players de baixo risco e com boa avaliação de crédito”, afirmou. Ele também ressaltou a transparência da gestão, enfatizando que “nossa gestão é extremamente transparente. Estamos sempre trabalhando para disponibilizar materiais que forneçam as melhores informações aos nossos investidores”, referindo-se ao fundo SNAG11, um dos principais Fiagros da Asset. 

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“A boa gestão de um Fiagro precisa, ao fazer uma análise de crédito, entender que o agronegócio tem riscos específicos. Por exemplo, é preciso saber que o produtor não vai ter o mesmo resultado em todas as safras, e que uma boa empresa não vai quebrar por uma safra ruim”, acrescenta Lenon Barbosa, da área de agronegócio da Suno.

O SNAG11 é o pioneiro entre os Fiagros híbridos no Brasil, fruto de uma colaboração com a Boa Safra Sementes (SOJA3). Este fundo é gerido ativamente e busca investir amplamente nas diversas cadeias do agronegócio. Sua política de investimento permite a exploração tanto de atividades imobiliárias quanto de operações relacionadas à produção agrícola. As atividades do fundo tiveram início em julho de 2022.

Mercado de Fiagros não para de crescer, aponta CVM

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) afirmou que a indústria de Fiagros (Fundos de Investimentos nas Cadeias Produtivas Agroindustriais) alcançou a marca de R$ 21,3 bilhões em patrimônio líquido ao final de 2023. Isso significa um aumento de 103% em comparação com o trimestre anterior (set/23) e um crescimento de 262% no ano. 

“O agronegócio segue com crescimento acima da média, o que demonstra sua força no mercado de capitais. Este crescimento tem sido constante e reflete as oportunidades desse mercado”, diz David Menegon, gerente de Securitização e Agronegócio da CVM.

Considerando os 7 FIPs (fundos de investimento em participações) que migraram para Fiagro FIP no último trimestre, a marca supera os R$ 38 bilhões em patrimônio líquido.

A categoria Fiagro Imobiliário representa 45% do patrimônio líquido total, mas, no último trimestre, os Fiagros FIPs passaram a representar 44% desse total. Isso ocorreu devido à migração de sete fundos já existentes, que passaram de FIP para Fiagro FIP. O patrimônio líquido desses sete fundos migrados é de cerca de R$ 17 bilhões.

O mercado de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) também teve crescimento acima da média do mercado, em cerca de 35,8%. O patrimônio líquido alcançou R$ 130 bilhões em dezembro de 2023.

SNAG11: cuidado para manter inadimplência zero

O SNAG11, Fiagro sob gestão da Suno Asset, busca, antes de adquirir um CRA, analisar cenários como:

  • possível redução da produção em caso de chuva ou outro evento climático imprevisto;
  • projeções do faturamento do produtor na venda a partir da produção obtida;
  • projeções do preço do produto, impactado  pelo volume de produção;
  • riscos sanitários que possam embargar parte da produção.

“O setor é muito volátil, então a boa gestão de um Fiagro precisa saber escolher bons parceiros, que estejam preparados para navegar nessa volatilidade e saibam atuar com as margens adequadas. É preciso selecionar bons ativos, emitidos por players sólidos, e também monitorar a saúde de crédito desses parceiros”, destaca Gustavo Branco.

“A gente dá transparência a nossos investidores com os relatórios mensais. É assim que as gestoras devem agir com os investidores, para mostrar a solidez de seus parceiro”, explica Gustavo Branco.

“As gestoras que tiverem profissionais que entendam do agronegócio e de seus riscos vão performar melhor, e o investidor tem que saber encontrar essas gestoras para obter melhores resultados em suas alocações”, conclui Lenon Barbosa sobre os Fiagros importante veículo de investimento para o agronegócio.

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Vinícius Alves

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