A Petrobras anunciou nesta terça-feira, 16 de outubro, que assinou acordo com a China National Petroleum Corporation International (CNPCI), subsidiária da CNPC.
O objetivo da parceria feita pela Petrobras é ter auxílio na sequência das obras da refinaria Comperj.
Além disto, serão feitos investimentos na revitalização no campos de petróleo da área de Merlim.
Conforme for quantificado o custo benefício do negócio, a ideia é formar uma joint venture.
Negócio que a petroleira nacional terá 80% da participação, a chinesa ficará com 20%.
Embora a construção Comperj seja um dos símbolos da derrocada da maior estatal brasileira.
Principalmente pelo fato de ter sido o primeiro negócio, em 2014, a sofrer com os escândalos de corrupção.
Situação que foi agravada pela desvalorização de mais de 50% do barril de petróleo no período. Tanto que as obras foram paralisadas em 2015.
O objetivo agora é retomar o projeto, considerado fundamental para evolução da área de refinaria da estatal.
Desde que as investigações evoluíram, já foram identificados mais de 6 bilhões de reais em baixa relacionados ao dinheiro que envolve a construção Comperj.
Especialmente porque foi apontado o superfaturamento de contratos envolvendo a refinaria.
Outra parte do acordo, estípula a participação de 20% da CNPC na área de Marlim.
Este não é o primeiro negócio entre a multinacional brasileira e o grupo chinês.
Desde 2013, as duas empresas têm parceria no pré-sal da Bacia de Santos, Área de Libra.
Posteriormente a Petrobras voltou a fazer acordos com a CNPC. Em 2017, as duas empresas, junto ao BP, formaram consórcio na compra do Bloco de Peroba.