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Embraer (EMBR3) teve ‘grand finale’ no 4T, diz BTG

Embraer (EMBR3)

Embraer (EMBR3). Foto: Reprodução Facebook

A Embraer (EMBR3) encerrou o ano de 2024 com um desempenho financeiro robusto, superando as expectativas do mercado. A companhia reportou um lucro líquido ajustado de US$ 173 milhões no quarto trimestre, bem acima dos US$ 33 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. O grande destaque foi a impressionante geração de US$ 996 milhões em fluxo de caixa livre ajustado (excluindo a Eve), que acelerou a redução da alavancagem da empresa.

A receita líquida da Embraer no 4T24 atingiu US$ 2,3 bilhões, um crescimento de 17% em relação ao ano anterior e 9% acima das estimativas do BTG Pactual. O EBIT ajustado foi de US$ 265 milhões, representando um avanço significativo em relação aos US$ 182 milhões do 4T23, com margem de 11,5%. Já o EBITDA ajustado atingiu US$ 328 milhões, com margem de 14,2%.

A performance foi impulsionada pela entrega de 75 aeronaves no trimestre, sendo 31 comerciais e 44 executivas, além de um forte desempenho na área de Defesa e Segurança, que apresentou margem EBIT de 18% (contra 3% no 4T23). A divisão de Aviação Comercial também se destacou, com margem de 9%, revertendo o resultado negativo do terceiro trimestre de 2024.

Outro fator que contribuiu para os números positivos foi o impacto da arbitragem com a Boeing, que gerou um efeito positivo no fluxo de caixa. Com isso, a EMBR3 reduziu sua dívida líquida ajustada (ex-Eve) para apenas US$ 111 milhões, contra US$ 1,1 bilhão no trimestre anterior, resultando em um índice de alavancagem de -0,1x EBITDA.

Perspectivas para 2025

A Embraer também divulgou seu guidance para 2025, com projeções em linha com as estimativas do BTG Pactual. A empresa espera entregar entre 77 e 85 aeronaves comerciais neste ano, um crescimento de 11% em relação a 2024. Na aviação executiva, a previsão é de 145 a 155 entregas, um aumento de 15%.

A receita consolidada para o ano deve ficar entre US$ 7,0 bilhões e US$ 7,5 bilhões, representando um avanço de 13%. No entanto, a margem EBIT ajustada pode sofrer leve pressão, ficando entre 7,5% e 8,3%, devido ao maior peso da aviação comercial no mix de entregas. A companhia também projeta um fluxo de caixa livre ajustado de pelo menos US$ 200 milhões, refletindo o impacto da antecipação de caixa registrada no quarto trimestre de 2024.

BTG mantém recomendação de compra

Com um backlog recorde de US$ 26 bilhões, o maior da história da empresa, o BTG Pactual avalia que a Embraer segue em um momento positivo e deve continuar atraindo investidores. O forte processo de desalavancagem pode abrir espaço para a retomada da distribuição de dividendos, reforçando a tese de investimento no papel.

Diante dos números sólidos e da crescente demanda por suas aeronaves, o BTG manteve a recomendação de compra para as ações da Embraer, destacando a alta qualidade da exposição da companhia ao dólar e o forte momento operacional no curto prazo.

Em 2025, a Embraer acumula uma alta de cerca de 22%. Em uma janela de 52 semanas, o papéis saltam mais de 180%.

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