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Banco Central do Chile fará intervenção no câmbio com US$ 25 bilhões

Banco Central do Chile elevou juros em 0,75 p.p. em decisão ainda nesta semana - Foto: Divulgação/BC do Chile

Banco Central do Chile elevou juros em 0,75 p.p. em decisão ainda nesta semana - Foto: Divulgação/BC do Chile

Veja o Morning Call desta sexta-feira (15/07)

O Banco Central do Chile anunciou  um programa de intervenção no mercado de câmbio, com objetivo de ampliar a liquidez e conter a recente desvalorização do peso chileno ante o dólar.

Em comunicado, ao Banco Central chileno informou que, entre a próxima segunda , 18, e 30 de setembro deste ano, pretende vender dólar à vista em um montante de até US$ 10 bilhões.

A instituição também implementará um instrumento de hedge cambial totalizando o mesmo valor. Em paralelo, o BC chileno considera apropriado adotar um programa de swap de até US$ 5 bilhões.

A divisa do país latino-americano tem sido particularmente penalizada pela queda do cobre no mercado internacional, uma vez que o Chile é o principal exportador da commodity no mundo.

O aperto monetário agressivo nos Estados Unidos, diante do avanço da inflação, também compõe contribui para o movimento.

Banco Central do Chile eleva juros em 0,75 p.p.

O Banco Central do Chile elevou sua taxa básica de juros em 0,75 ponto porcentual, de 9,00% para 9,75% ao ano, informou a instituição. É o maior nível em 24 anos.

A decisão foi unânime entre os membros do Conselho, que observaram que, para que a inflação caía para a meta de 3% em até dois anos, serão necessários ajustes adicionais nos juros básicos.

Na última decisão, um aumento de 75 pontos base já havia sido efetuado.

Em comunicado, o BC chileno destaca que a inflação global continuou a subir e os bancos centrais continuaram a aumentar as taxas de referência, ou sinalizam um aumento mais rápido.

“O Federal Reserve (Fed) se destaca, surpreendendo com um aumento acima do esperado e anunciou que as altas continuarão até que a inflação seja controlada”, diz o documento.

“As condições financeiras ficaram mais apertadas tanto para as economias desenvolvidas quanto para as emergentes, com destaque para as quedas nos mercados de ações e uma valorização global do dólar”, avalia a autoridade.

“As expectativas de crescimento mundial se deterioraram. Por sua vez, os preços das commodities caíram mais do que o esperado, em grande parte devido aos temores de uma recessão global. Destaca-se a queda dos preços dos alimentos, onde também foram acrescentadas algumas notícias favoráveis do lado da oferta”, afirma o banco central.

O Conselho de Dirigentes garantiu que se manterá atento à evolução da inflação e suas determinantes. A próxima reunião está marcada para o dia 6 de setembro.

Com informações do Estadão Conteúdo

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