Bolsas mundiais: Ásia fecha mista e Europa recua
Entre as bolsas mundiais hoje (27), as da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única, após novas ameaças tarifárias do governo Trump, que tendem a inibir o apetite por risco.
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O índice Hang Seng caiu 0,29% em Hong Kong, a 23.718,29 pontos, em um possível movimento de realização de lucros após o salto de mais de 3% do pregão anterior, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 0,73% em Seul, a 2.621,75 pontos, e o Taiex registrou queda de 1,49% em Taiwan, a 23.053,18 pontos. Por outro lado, o japonês Nikkei subiu 0,30% em Tóquio, a 38.256,17 pontos, ajudado por ações de chips e do setor automotivo.
Na China continental, o Xangai Composto avançou 0,23%, a 3.388,06 pontos, mas o menos abrangente Shenzhen Composto teve baixa de 0,26%, a 2.091,66 pontos. Investidores ficarão atentos à reunião anual do Congresso Nacional do Povo, que começa na próxima semana, em busca de sinais do que Pequim planeja para impulsionar a segunda maior economia do mundo.
Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor tarifas de 25% a importações da União Europeia (UE). A declaração veio dias após Trump sinalizar que tarifas a produtos do México e do Canadá entrarão em vigor na semana que vem, quando um adiamento de um mês chegar ao fim.
Na Oceania, a bolsa australiana ficou no azul hoje, depois de acumular perdas por duas sessões consecutivas. O S&P/ASX 200 avançou 0,33% em Sydney, a 8.268,20 pontos.
Europa opera em baixa
As bolsas europeias operam majoritariamente em baixa na manhã desta quinta-feira, após nova ameaça tarifária do governo Trump, mas a de Londres dribla o mau humor em meio ao forte desempenho da Rolls Royce, que agradou com seu último balanço.
Por volta das 6h40 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 caía 0,42%, a 557,30 pontos.
Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor tarifas de 25% a importações da União Europeia (UE), acrescentando que detalhes do assunto serão conhecidos “em breve”. A declaração veio dias após Trump sinalizar que tarifas a produtos do México e do Canadá entrarão em vigor na semana que vem, quando um adiamento de um mês chegará ao fim.
A ofensiva tarifária de Trump pesou particularmente no subíndice europeu do setor automotivo, que tombava mais de 3% no horário acima.
Da temporada de balanços, a Rolls Royce era destaque positivo, com salto de 14,4% em Londres, ajudando a sustentar o mercado inglês. A empresa britânica, que atua no ramo de aviação militar e de defesa, divulgou lucro bem maior do que o esperado, retomou o pagamento de dividendos e anunciou sua primeira recompra de ações em uma década.
Já na Espanha, a Telefónica (-1,8%) e a Iberdrola (0,43%) decepcionaram com seus últimos resultados.
Também no radar hoje, estão dados de confiança da zona do euro e ata da última reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), quando os juros do bloco foram cortados em 25 pontos-base.
Às 6h53 (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,23%, enquanto a de Paris caía 0,24% e a de Frankfurt recuava 0,88%. Já as de Milão, Madri e Lisboa tinham perdas de 1,14%, 0,18% e 1,80%, respectivamente.
Com informações da Dow Jones Newswires e Estadão Conteúdo